
Há tanto tempo. Há tempos para tanto. Nunca há tempo para tudo. Digo nunca com freqüência, e ai daquele que me vier contradizer. Nunca é o que não chega, o que não vem. Qual de nós ainda espera que tudo seja?
Há, no entanto, coisas que são diariamente. Saudades, esquecimentos, esquinas, areia. Há mapas que não dizem o imprescindível e mapeamentos que não são possíveis. Há um sem fim de coisas que não quero listar assim, ao léu, a esmo.
Por horas leio e releio prosas improváveis e encontro recantos de prazer e dor. A literatura universal me calou as palavras, por hora.
Por agora, basta.
ps: Você, improvável leitor deste lugar que não existe, não se apoquente. Estão re-inaugurados os trabalhos de ser-me aqui, passado este verão insuportável.
Escrito por Chapeleira às 01h56
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